30 de julho de 2009

2ª via da carta de condução, PARTE I


Como referi na primeira parte da saga do CC, não tinha quaisquer documentos. Conto-vos agora uma nova saga: A luta para conseguir a carta de condução.


Dado que não poderia andar sem documentos, tratei de tudo o mais rápido que pude. Como o IMTT era em Faro resolvi telefonar para saber o que seria preciso para pedir a carta, achei que seria mais rápido do que dirigir-me ao local esperar um dia inteiro e ficar na mesma. Expliquei então que não tinha quaisquer documentos pois tinha sido assaltada, se seria possível dar um compravativo que tinha carta ou que tinha sido pedida. Descobri que não o poderia fazer se não tivesse BI. Eu disse à senhora que não sabia quanto tempo teria que esperar pelo CC e que precisava de conduzir todos os dias para ir para o trabalho, ao que a senhora sabiamente respondeu: "mas você não pode andar a conduzir sem a carta!" Fiquei de boca aberta e surgiu aquele silêncio arrebatador ao telefone.



Segundos depois...



Griséua - "A sério?! Então a senhora sugere que eu fique em casa e não vá trabalhar porque não tenho carta e nem me dão uma guia ou um documento qualquer comprovativo de que tenho carta e estou a espera que chegue a segunda via?! Ou então posso fazer assim, se me multarem mando a multa para o IMTT e vocês pagam. Sim, porque por não posso ficar em casa sem trabalhar à espera que a carta chegue!"



"Senhora" IMTT - "Pois..."



Griséua - "Pois?! Eu sei que a senhora não tem culpa mas preciso de uma solução e não há. Roubaram-me os documentos e agora a minha vida pára! Tenho que esperar pelo BI que leva séculos e ainda por cima não posso pedir a carta."



"Senhora" IMTT - "Pois... Não posso fazer nada. Tem que esperar."



E pronto, lá estava eu meia parva com aquilo tudo quando de repente me lembrei de ter ouvido ou visto uma notícia acerca dos novos serviços on-line do IMTT. Fiz uma pequena pesquisa e encontrei!!! Lá estava o que eu precisava: Os serviços do IMTT on-line! Boa!!! Assim não tenho que me chatear com filas nem demoras!!! Então comecei a olhar, hmmm deve ser a opção condutores, ena! Acertei! Olha aqui está emissão de 2ª via! Serviços em linha. QUE FIXE!!!!! TÃO SIMPLES DE ENTENDER E FÁCIL DE FAZER!!!! Foi então que descobri que precisava de ter o número de acesso ás declarações electrónicas, que por acaso tinha! Perfeito! A seguir só precisei introduzir os meus dados, número do BI, morada, número de carta (que por acaso tinha porque o guarda deu-mo quando apresentei queixa). "O seu registo foi confirmado" e não tinha mais nenhuma indicação ou link para seguir, portanto assumi que já estava feito. Toda contente descansei que entre 10 a 30 dias uteis teria a minha carta em casa.


Mas isso era o que eu pensava!


FIM DA PARTE I
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A Encruzilhada para comprar uma bicicleta na Sportzone #3

Sigam as aventuras e desventuras de kross, um simples griséu que queria inocentemente adquirir uma bicicleta e de súbito viu-se emaranhado nas teias da malvada Sportzone.Parte 3: Um novo amanhecer

O 'amanhã' passara e nada. Mais um dia sem Torahda e na mente de kross já só se ouvia a música de uma banda jovem e com muito futuro pela frente, os Queen. A música era I want to ride my bicycle.
Ligeiramente incomodado com toda a situação, Kross arrastara-se até à Sportzone.
Uma vez chegado aos portões de entrada da loja, Kross reparara que já nem se notava os velhotes desdentados e esfarrapados, em vez deles, existiam apenas esqueletos podres deitados à saída da loja, como que se tivessem falecido num último e desesperado esforço para se conseguirem arrastar e fugir de todo aquele tormento. Nenhum obtivera sucesso.
Dirigiu-se ao balcão. Uma das funcionárias sempre-contentes reconhecera-o de imediato (pudera) e perguntou:

F1: "Ah é para aumentar o plafond certo? O meu colega que tratou disso consigo não está de momento mas deve estar a chegar, aguardai um momento."

Kross aguardara. Começara a sentir a ponta dos dedos tremer e uma ligeira dificuldade em respirar.

F2: "Olá, vou chamar o meu colega, o funcionário Y."
FY: "Boa tarde, que que posso ajudá-lo?"
Kross: "Mas... não foi consigo que falei ontem, foi com outro!"
FY: "Como é que ele era?"
Kross: "Cabelo espetado, nariz grande."
FY: "Ah o funcionário X, ele foi manjar! Deve estar quase a chegar, aguardai um pouco."

Neste momento já sentia um pouco falta de força nas pernas, que já tremiam ligeiramente. Kross já não se equilibrava tão bem.
Pouco depois chegara o funcionário X, o único que parecia funcionar. Era ele que atendia os clientes, vendia e arranjava bicicletas, tratava de documentações e nas folgas fazia exorcismos.



O funcionário falara e falara e Kross já não ouvia bem. Ouvia muito baixinho, como se estivesse ao fundo de um corredor. A única coisa que percebera fora que o funcionário mandara o documento, mas não enviara. ELES retorquiram, mas não responderam. Enfim, nada feito, teria que aguardar mais tempo, ainda por cima era sexta-feira e ELES durante o fim-de-semana não chupavam almas.
Voltara para casa. A sua esposa já mal o aguentava pois este andava irritadiço e nervoso, completamente possuído pela ansia de obter aquela Torah 3.0 com que a Sportzone o hipnotizara. Já nada mais importava.
Passara o dia de sábado com enxaquecas conjuntamente com os outros sintomas anteriores, e não conseguira dormir.
O sol aparecera, e com ele uma ideia.
Nenhum funcionário lha tivera sugerido, mas... podia resultar! Qualquer coisa seria melhor do que ficar em degradação em casa.
Novamente... dirigira-se à Sportzone. Desta vez tinha um plano.
A loja encontrava-se vazia de clientes, os poucos empregados varriam pó cinzento para fora dos portões.
Num passo directo e decidido, embora cambaleante, dirigira-se ao funcionário X.
"Ora... Plafond = 150 moedas de ouro. Bicicleta = 250 moedas de ouro. Faltavam apenas 100. Seria possível pagar as outras 100 em dinheiro vivo e apresentar o cartão de alma vendida para descontar as outras 150?" Perguntara Kross, agora a sangrar do nariz. Pedira 100€ emprestados para se poder desenrascar.
FX: "Sim, claro. Ninguem lhe disse isso?"
Kross não sabia se havia de rir ou chorar. Ficara preso num misto de choque e extase. Ainda não se tinha recomposto quando o 6º funcionário da Parte 1 aparecera e interrompera a conversa para anunciar que o plafond tinha sido aumentado por ELES! Podia agora comprar a bicicleta com todo o conforto com que poderia ter comprado no 1º dia, se tudo tivesse corrido bem. Kross desmaiou.
Nesse dia Kross trouxe o bicicleta.
Os olhos dos funcionários brilhavam de vileza, eles sabiam qualquer coisa.
Mas Kross não quis saber. Saiu triunfante da Sportzone, cheio de orgulho e de gratificação por ter superado tal provação. Tinha a sua conquistaTorah como prova.

Fim da parte 3.

Ver também:
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29 de julho de 2009

Café do Griséu #7

Ora cá está mais uma pausa merecida :P

Estes senhores que vos trago hoje é descessário apresentá-los ;)

A simples e maravilhosa arte de fazer rir, mas criticando...demonstrando um bocadinho de revolta..lol




È um pratinho de iscas sff!!
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28 de julho de 2009

A Encruzilhada para comprar uma bicicleta na Sportzone #2

Sigam as aventuras e desventuras de kross, um simples griséu que queria inocentemente adquirir uma bicicleta e de súbito viu-se emaranhado nas teias da malvada Sportzone.

Parte 2: A descoberta do funcionário que funcionava

Kross já não pensava em mais nada a não ser na bicicleta. Até já sonhara com uma cantora ciclista chamada Selim Dion. TINHA que ter aquela bicicleta, era imperativo. Afinal, tinha vendido a alma, e a sua vontade já não era mais sua, pois tinha sido legalmente conquistada pelo demónio alado chamado Sportzone.
O sol já tinha nascido 3 vezes desde que o griséu se dirigira pela 1ª vez à maldita loja.
Não seria a última.
Pelas 19 horas, munido de um comprovativo de morada (uma carta do Banif), Kross deslocara-se novamente ao estabelecimento, convencido de que seria desta que traria a bicicleta para casa e até pensara em rebater os bancos de trás da sua carroça, para ter espaço para a transportar, mas estava enganado.

Entrara na loja e de repente parecia que todos os clientes que anteriormente andavam alegremente pela loja se tinham tornado em pobres velhotes, de vestes rasgadas e com poucos dentes. Era assim que todos os que vendiam a alma à Sportzone acabariam eventualmente.
A sua Torah 3.0 tinha ficado reservada em seu nome, mas apenas durante 24 horas. Depois dessas 24 horas o encanto seria terminado, tipo Cinderella, daí a pressa do griséu.

Pusera-se na fila ao balcão e aguardara pela sua vez enquanto cumprimentava os funcionários que passavam, já conhecidos aquando da Parte 1.

Fora atendido pela 1ª funcionária do dia.

Kross: "Olá, eu queria aumentar o plafond do meu cartão para poder pagar a prestações uma bicicleta que reservei ontem."
F1: "Sim sim, só um momento, vou chamar um colega."

Fora atendido pelo 2º funcionário do dia.

Kross: "Olá, eu queria aumentar o plafond do meu cartão para poder pagar a prestações uma bicicleta que reservei ontem."
F2: "Ah vou chamar (yep, é isso mesmo, um colega) um colega das bicicletas."

Fora atendido pela 3ª funcionária do dia (de camisola azul escura).

Kross: "Olá, eu queria aumentar o plafond do meu cartão para poder pagar a prestações uma bicicleta que reservei ontem. Deixe-me adivinhar, vai passar a um colega!"
F3: "Não, vou enviar o documento que falta mas vai levar um bom bocado ainda para ser aprovado por ELES."

"ELES" eram um grupo restrito de gladiadores negros de elite, que tomavam as rédeas das decisões sobre aprovações da compra e venda de almas, vulgarmente chamados pelos camponeses de Credifin.
Kross tentara negociar com a Funcionária nº 3 para que esta ficasse com o seu documento e enviasse quando pudesse, e assim voltaria mais tarde e pularia mais um processo demorado, mas esta recusara. Aparentemente não tinha problemas em ficar com as almas das pessoas, mas documentos não podia. Disse-lhe para voltar mais tarde com o documento.
Eram 19:30 por esta altura e Kross voltou para casa, tinha um jantar familiar e não dava muito jeito fazer de bola de ping-pong entre os funcionários até horas tardias.

O sol pusera-se e Kross voltara ao estabelecimento.
Passados os preliminares dos 3 primeiros funcionários (que me comprometo a suprimir daqui em diante), que aparentemente faziam uma triagem aos fregueses antes de os direccionarem à pessoa que realmente interessava (e que nunca era a mesma), Kross fora direccionado para o funcionário X (já não dava para contar), o único que realmente percebia de bicicletas e que tinha jeito para tratar de clientes.

Kross: "Olá, eu queria aumentar o plafond do meu cartão para poder pagar a prestações uma bicicleta que reservei ontem."
FX: "Ah quer entregar o último documento para poder aumentar o plafond? Mas ELES só trabalham das 9 até às 18 horas."

Kross pensara: "Bestial. Ainda há pouco estive aqui já depois das 18h e ninguém me disse que já não valia a pena enviar hoje o documento, ainda me disseram para voltar. Arrasa."

FX: "O que eu posso fazer é ficar com o seu documento e enviar logo amanhã de manhã para ELES e telefonar-lhe assim que tiver notícias."

Terá sido nesta altura que Kross se interrogara porque é que haveria realmente mais funcionários a trabalhar na Sportzone, se este era o único que 'funcionava'.
Ao seu lado, um velhote sucumbira. A sportzone tinha-lhe sugado toda a sua força vital.

Kross: "Supimpa. Obrigado, Então até amanhã."

Fim da parte 2.

Ver também:
A Encruzilhada para comprar uma bicicleta na Sportzone Parte 1
A Encruzilhada para comprar uma bicicleta na Sportzone Parte 3

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Pequeno pensamento.

Estou revoltada... O que é que custa ser educado e sorrir?!
Estou neste momento a morar em Sagres e ontem precisei de ir a farmácia local. Por acaso havia um lugarzito para o meu carro a frente da mesma, no entanto se não houvesse, e como já fiz outras vezes, existe um parque de estacionamento mesmo a seguir à dita onde há sempre lugares. Caso me aburrecesse estacionar lá e quisesse estacionar em segunda fila, como fez a dona do Audi A4 XPTO, também o poderia fazer. Despachei-me primeiro que ela e quando dei por mim no carro não conseguia sair. Então dei uma apitadela, pois ainda não sabia que a senhora estava na farmácia. Esperei uns 3minutos, entretanto ainda tentei sair, mas estava mesmo entalada e desse por onde desse não conseguia sair, pois a senhora conseguiu por o carrito de tal maneira que nem eu nem o da frente iriamos sair enquanto ela não se despachasse. Quando finalmente ela saiu, eu nem me importei de esperar, mas a dona nem sequer olhou, nem sorriu, nem levantou a mão em sinal de desculpe nem coizissima nenhuma!!!! Ora digam lá o que raio lhe custava?! Ela tava mal, só tinha o dever de me deixar um bocadinho mais feliz sendo educada!!!! Sorriam.... É o meu pequeno pensamento de hoje =) Façam alguém feliz! No minimo façam alguém sorrir, nem que seja como no desenho!!! EH EH!









P.S.: Outra coisa que me deixa feliz e bastante descontraida é enquanto conduzo limpar os orificios nasais de janela aberta a levar com o vento nas fuças. Quem não o faz?!
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A revolta escolhe-nos a nós!

Como meu primeiro post resolvi falar sobre a Revolta, sobre a verdadeira essência da revolta, a tudo o que nos rodeia e que nos dá um clique para manifestar o nosso lugar, como verdadeiros indivíduos que sabem o que querem!
A revolta não existe de um facto vazio, a revolta não surge de um mero argumento nem cai em falsas evidências.
Nós os revoltados damos vida à sociedade, somos nós que a criticamos, manifestamos e provocamos a mudança no sistema!
Como diz o meu griséu kross e com toda a razão:
"Não somos nós que decidimos quando nos revoltar, a revolta é que nos escolhe a nós."
O mundo, as sociedades criadas em satisfação dos outros, os sistemas burocráticos, uns com mais poder que outros, uns que têm tudo e outros que nem um griséu têm para comer... é chocante!
Tudo isto e as sequelas que originam fazem nascer dentro de nós uma espécie de grito interior, que uns soltam cá pra fora e outros dão-se ao comodismo, e acabam por não ter individualidade, são meros indivíduos conformados com as regras, com o regulamento da sua sociedade. Estes cidadãos nao inovam, não criam novas estruturas, não mudam e por consequência a sociedade fica às mãos dos mais poderosos, que acabam por fazer tudo para que nós sejamos meros robots, a obedecer e a aceitar os regulamentos da sociedade imposta!
São poucos no mundo que acabam por ser revoltados e questionam, criticam, impõem novas leis na esperança de um mundo mais civilizado, mais igualitário, e com menos idiotice!
Apenas quero trasmitir a importância deste blogue, o que ele representa para todos aqueles que se querem revoltar! Somos apenas meros griséus, a contestar
inúmeros acontecimentos que acontecem em nosso redor, o porquê destes, a razão para qual há tantas coisas más e estranhas neste mundo e para a qual não temos resposta!
Concluíndo,não pensem, façam! Revoltem-se!
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27 de julho de 2009

NÃO TEM NADA A VER COM IDIOTICE FEMININA PORQUE EU VI UM GAJO NUMA CARRINHA A FAZER O MESMO EM OLHÃO!!!!!

Como nem toda a estupidez humana foge aos griséus, aqui vai uma boa da minha pessoa =)



Um belo dia de Inverno estava eu com o meu carrinho e mais uma amiga e um amigo a entregar curriculos na Quinta do Lago. Já era fim da tarde, o sol já se tinha posto, e como nesta altura do ano o Algarve fica em estado de "zombie" não se via vivalma, muito menos naquela zona. Eu sempre fiz muita confusão na rotunda que é para entrar e sair dali, sei por onde entrar mas quando toca a sair há um "bug" qualquer no meu cérebro que me impede de saber qual é a saída. Sabem como é uma rotunda: entras dás a volta suficiente e sais onde queres, se não sabes para onde vais dás uma volta de reconhecimento e na segunda volta vais para a saída pretendida. E eis que acontece outra vez! falhei a saída. E para espanto de todos os presentes, parei no meio da rotunda e disse: "Bolas, era aquela ali atrás!", olhei em redor e como não vinha ninguém FIZ MARCHA-ATRÁS DENTRO DUMA ROTUNDA!!!! Do nada, porque não tinha visto ainda mais carro nenhum sem ser o meu, aparece um Merceres por trás que obviamente e com toda a razão me manda uma brutal apitadela e faz-me uma tangente engraçada.



Durante muito tempo tentei convencer-me de que não era assim tão mau, dadas as circunstâncias mas não há como fugir de tal IDIOTICE........ Revolta-me como é incrível a facilidade com que raramente faço estas burrices!!! =)
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26 de julho de 2009

Morrer de Sede Frente ao Mar...














Estou revoltado!! Muito revoltado mesmo! Hoje, fiquei até emocionado de tanta revolta que senti...É uma vergonha...Sinto uma dor imensa meu querido povo..

Hoje à hora do jantar, estava ainda no trabalho e reparei na reportagem que estava a passar na TVI, cerca das 21H00 e de nome: "Morrer de sede frente ao mar"...e digo-vos que tal como eu, um simples portugues que nasceu e cresceu numa terra de Pescadores, conviveu com gente de humildade interminável e coração corajoso,muitos outros que viram esta reportagem sentiram uma dor profunda ao verem aquilo que é hoje a vida ou devemos chamar-lhe sobrevivência dos nossos Pescadores.

Fico tristemente revoltado em saber que hoje, muitas familias de Pescadores recebem apoios do banco alimentar, das paróquias, das juntas de frequesia, dos outros cidadãos de bom coração e que lhes compram o peixe...Triste portugal onde chegaste... quase me cái uma lagrima ao falar sobre isto...

- Laura ficou sem nada, ficou com 113 euros mensais da morte do marido num naufrágio,depois do seu sogro e cunhado tambem terem sido levados pelo mar... homens como estes que sempre andaram no mar, e nunca tiveram direito a nada...

- Lidia vive hoje do pouco que o mar lhe dá...tem duas filhas. A mais velha quase todos os dias chora quando os seus pais saiem de casa pela madrugada, bem cedo...Pois tal como Laura, sabe que aquele pode ser o dia em que o seu pai poderá não voltar a entrar em casa...Pode ficar para sempre no mar...A mais nova todos os dias pede dinheiro para poder comprar um simples gelado no café perto de casa...dinheiro esse que não há na carteira da mãe...pois apenas tem 25 euros daquilo que ganhou hoje na faina e não sabe quando voltará ao mar novamente...pode ser já amanhã...pode ser só prá semana...pode ser para o mês que vem...

- A paróquia de sesimbra entregua todos os dias o pouco que o padre consegue ter para doar...muitos são mulheres, familiares e até os próprios Pescadores que lá vão receber algo para poderem comer... 400 euros têm que ser repartidos por pelo menos 4/5 familias... o que pode dar menos que 100 euros por mês a cada uma delas...

- O pouco peixe que é apanhado por vezes quase não dá para pagar as despesas das redes que se perdem, dos arranjos das embarcações... e assim se vive em portugal... uma terra de Pescadores...

- Os unicos que conseguem sempre safar-se são os intermediários entre a lota e os pescadores... mas não são eles que arriscam a vida no mar e passam dias seguidos sem dormir e passam pelo frio , chuva e vento...






È uma vergonha...

Lembro-me de quando era pequenino, todos os sabados bastava ir à Lota, o cheiro a sardinha e o barulho já se sentiam ao longe, o arrastar das cordas, a chegada dos pescadores que fazia brilhar os olhos de todos aqueles que os esperavam, uma unica familia em nome daquilo que é um marco da nossa terra...O Peixe fresco.



Já naquela altura era dificil a vida de um pescador...mas dava para viver, dava para sustentar uma vida apesar da dureza que aquela profissão representa.Sim, para mim foi e será sempre uma profissão, um emprego, uuma arte que se demora anos a aperfeiçoar e que na verdade nem uma vida chega para se aprender tudo...

- Pergunto-me o que estará mal para que tenhamos chegado a este ponto?

- O que foi feito no passado que prejudicou assim tanto o presente e que pelos vistos irá prejudicar ainda mais o futuro desta arte bastante antiga??

Os homens que vivem do mar, muitos deles dizem que não sabem ao certo a resposta para perguntas como estas...uma coisa é certa...muitas vezes foram avistadas embarcações estrangeiras a pescarem na nossa zona, sem que as tais fossem fiscalizadas...O preço do peixe que é vendido para a lota diminuiu... o próprio peixe que é apanhado hoje em dia na nossa costa tambem já não é o mesmo que era apanhado à 10 anos atrás, talvês devido ao licenciamento de muitas embarcações de arrastão que levaram tudo à sua passagem, destruíndo o fundo do oceano e acabando assim com muitos habitats naturais que serviram de reprodução para muitas das espécias unicas no mar português...O dinheiro que é preciso investir numa embarcação para que a mesma esteja completamente legal e pronta a navegar tambem se tornou num absurdo segundo estes homens que apenas querem trabalhar naquilo que sabem...

È uma arte que durante centenas de anos foi passada de geração em geração, que foi sendo aperfeiçoada e que agora mais que nunca está ameaçada...é uma parte da nossa história que está sendo dizimada com as constantes leis e restrinções.

È uma afirmação de um povo plantado à beira mar.

Durante todo este texto que escrevi, muitas foram as memorias que relembrei ao falar desta gente simples, de olhar reluzente e coração de ouro. Apesar de tudo existe sempre alguém que resiste em tempos de dificuldades, e quase todos eles ainda mantêm a esperança de que um dia tudo volte a ser como antes, quase todos eles ao perguntarmos se continuaram a ir ao mar, não hesitam em responder que sim!

È assim a força e o espírito dos Pescadores. Que tal como escrevi, merecem um “P” grande por serem uma parte grande da nossa cultura.

A todos eles e a vós meu povo, desejo que tudo melhore, e que um dia deixe-mos de ver noticias como estas que nos deixam tristes…

“Há três tipos de homens, os vivos, os mortos, e os que andam no Mar” - Platão
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24 de julho de 2009

Mais um CC, mais uma manhã de acampamento no Registo Civil; Parte II

Boas mais uma vez =) Peço muitas desculpas pela massada de ter de dividir a minha revolta, mas aqui vai mais disto!




Ora, havia chegado a hora do livro amarelo! Então dirigi-me ao balcão e consegui chamar uma das funcionárias. Expliquei a situação, 7h da manhã blá blá blá, a minha senha era a quarta blá blá blá, quase pancadaria e lá estava eu sem senha. A senhora com um ar de desprezo (fez-me lembrar o filme "Where is my car, dude?!" quando aquela caixa começa a dizer "and then?! and then?! and then?!") olhou para mim e perguntou-me: "e o que é que quer que eu faça???" e eu olhei para ela e disse: "E eu é que sei!? Já é o terceiro dia que cá venho, aguardo pacientemente a minha vez e agora tenho que ficar sem senha porque estavam 3 homens a purrada a volta daquilo!?" Bem como um griséu já estava a ficar verde assim como a minha mãe que foi ter comigo. Então para defender a sua cria pediu educadamente o livro de reclamações, e qual não foi o espanto quando ela nos responde


RC - "Mas eu não lhe posso dar o livro por causa disso!!! Que culpa é que eu tenho que as pessoas não se comportem?!"


Griséua - "Não me pode dar o livro?!?!?!!?!? Não mo pode é recusar! Eu é que não tenho culpa de não haver uma solução! Se o instuto de emprego tem um segurança porque não arranjam um? Tenho o direito de pedir o livro de reclamações para que as entidades competentes saibam do que se passa!!!!"


RC - "Você acha que eu tenho que estar de guarda ao que as pessoas estão a fazer?! Se limitamos as senhas é porque limitamos as senhas, se deixamos as pessoas tirarem as senhas a sua vontade é porque deixamos as pessoas tirar as senhas a sua vontade! Vocês é que não se decidem e acha que pode pedir o livro de reclamações que resolve tudo?!"


Griséua - [pensamento de boca aberta a olhar para a personagem] "MAS QUE M*!?# É ESTA?!?! 'TÁ PARVA A FALAR ASSIM COM UM UTENTE!!!!!! É AGORA QUE ME JOGO A ELA!!!!!"

Ainda bem que a minha mãe lá estava, mesmo assim já se estava a passar dos carretes.


Mãe - "Você não pode recusar o livro de reclamações tenha eu razão ou não. Estou a pedir-lho delicadamente, sabe que se não mo der posso chamar a policia."


RC - "Bem, vou falar com a "Doutora", porque isto não pode ser assim!"


Por amor de deus, man...... Eu é que quase levava purrada e aquela senhora ainda achava que tinha razão para estar chateada comigo porque eu queria o livro?!!?!?! Passado algum tempo lá vem ela a dizer que a "Doutora" queria falar conosco lá no seu escritório. Básicamente o que se passou foi o mesmo: "Não podem pedir o livro sem mais nem menos; Acha que eu tenho culpa que esses animais não se comportem; Era só o que faltava dar o livro prài assim..." Eu calei-me.... Limitei-me a olhar para ela de boca aberta a espera que aquilo se resolve-se porque os outros é que eram animais mas não sei quem estava a ser mais irracional!
Mãe - "Mais uma vez vou avisar que não me pode recusar o livro de reclamações. Se não querem resolver o problema (e agarra no telemóvel) vou telefonar a policia! A minha filha precisa dos documentos já é a terceira vez que aqui vem e tou a ser demasiado paciente! Mas o que vem a ser isto! Estar aqui desde as 7 da manhã e ir embora assim?! Vou chamar a policia e resolve-se já o assunto do livro!"
TXARAAAANNNNN!!!! Tinha acabado de descobrir as palavras mágicas: chamar a policia!
"Doutora" RC - "Então mas acha que é preciso chamar a policia?... Eu entendo-a perfeitamente, sei que é chato estar aqui estas horas todas e no fim não conseguir os documentos, entendo que a sua filha precisa dos documentos e que você está a defender os seus interesses, mas acho que não precisamos de chegar a esse ponto. As pessoas que estão ali fora são realmente animais, então fazemos assim: não preciasa chamar a policia. Amanhã de manhã, não precisa vir as 7, vem cinco minutinhos antes de abrir e a funcionária antes de mais alguém entrar chama a sua filha e ela é logo a primeira a ser atendida."
Mãe - "Garanto-lhe que se isto não ficar resolvido amanhã tem a policia aqui a porta."
"Doutora" RC - "Ah! Se calhar é melhor sair aqui pela porta de trás para não gerar mais conflitos. Eu saio sempre por aqui. Não vai ser preciso policia. Se precisar de mais alguma coisa..."
E assim foi. No dia seguinte cerca de 5minutos antes tinha a senhora do RC a chamar pelo meu nome e fiz o meu cartão do cidadão sem qualquer demora ou sarilho. Agora digam-me lá qual é a necessidade de ter que assustar as pessoas e ter que ser agressivo?! Não teria sido mais simples dar o livro para que se saiba o que se passa e talvez arranjar uma solução? Infelizmente, o medo move montanhas e é assim que este País anda. Basta dizer que se quer o livro ou que se chama a policia e tem-se o que se precisa! Revolta-me.....
P.S.: A história dos documentos ainda não acabou, eu devia era ter começado pela parte que quando fui lá a primeira vez para fazer o CC e não consegui aproveitei para perguntar o que precisava para o tirar, já que não tinha documentos nenhuns. A senhora disse que precisva dos B.Is dos meus pais. E se eles estivessem fora do país?! E se na pior das hipoteses eu não tivesse pais?! Descobri então que tinha que levar duas testemunhas para comprovarem que eu era mesmo eu!!!! What the F$%#?!?!!?!?!....... No dia seguinte do livro a "Doutora" disse que só era preciso o B.I. de um dos pais, e quando fui fazer a outra senhora perguntou-me porque raio eu não trazia o B.I. do meu pai também...... DECIDAM-SE!!!


Ver também:
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Um griséu perdido no restaurante do Pingo Doce

Estou revoltado, profundamente revoltado, avassaladoramente revoltado contra o restaurante do Pingo Doce.
Sinto-me um griséu pisado.
F*d@-s€ (mas que bem censurado hã?) que cada vez que lá vou perco-me no meio de tanta caixa de atendimento! Juro.
É sempre a mesma coisa, não houve um dia que eu fosse lá, em que eu e mais 2 ou 3 tristes iguais a mim, não nos perdessemos entre as inúmeras caixas de atendimento. Haver muitas não é o problema, é que cada uma tem a sua finalidade.
Funciona da seguinte maneira:
Um griséu desloca-se ao restaurante do Pingo Doce para uma refeição rápida, confortável e sem ter que lavar pratos e nem aparecem indianos a vender rosas.
Existem N caixas de atendimento, uma para a pastelaria, outra para a comida fria, outra para comida quente, outra para comida a peso, outra para pizzas, outra para saladas, outra para shots de absinto, outra para olhos de borrego fritos em azeite, outra para bolímicas, outra para anoreticas, outra para ciganos, há até relatos de que os homenzitos de olhão que se põem sempre ali entre as praças a vender polvo seco e sapateira já lá tiveram uma caixa de atendimento.
O que acontece é que, se por exemplo eu quiser digamos... frango assado e salada, tenho que ir pagar a duas caixas diferentes. Se for um bife quente, com arroz que ja só há frio, com salada e um pastel de nata, tenho que me dirigir a 3 ou 4 caixas para poder pagar tudo.
Às vezes vou com a minha dona lá comer, ela pede comida a peso de um lado, com salada lá do outro lado, e eu só quero uma pizza e mesmo assim perco-me!..

Não seria mais fácil, sei lá... haver 2 ou 3 caixas, ou vá lá, mesmo que fossem 4, mas que fossem todas para atender todo o tipo de pedidos?
Depois sei lá, a empregada que atendesse o cliente registava o pedido e redireccionava-o para cada secção do dito restaurante.
Pagava-se tudo no mesmo sítio e o cliente saía de lá satisfeito.

Assim os otários como eu escusavam de andar lá de um lado para o outro tipo formigas à procura de qualquer pedacito de comida que não seja preciso ir pagar a muitas caixas diferentes.
Não sei, digo eu... mas eu sou apenas um mero griséu.
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